segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Campanha pela esquerda




A greve dos policiais na Bahia mostra um problema comum no Brasil, para todo o mundo.

Quando a polícia começa a fazer greve, é porque chegamos ao limite. Pior que isso, só mandando prender bombeiros, como aconteceu no Rio.

Eu sou contra esse tipo de greve isolada, o que causa muitos transtornos, sem resolver um grande problema no Brasil, o descaso com o assalariado.

Seria melhor que todos os insatisfeitos se unissem e fizessem greve ao mesmo tempo, essa união tornaria a greve muito mais forte, mobilizaria o governo para a desigualdade social e problemas de infraestrutura.

Durante muitos anos, a esquerda defendeu os trabalhadores, enquanto a direita perguntava de onde viria o dinheiro. Hoje, é a direita que pede mudanças, enquanto a esquerda pergunta de onde tirar o dinheiro.

Parece um jogo de cartas marcadas, e é. A elite cria estratégias, estuda as estratégias utilizadas em outros países e em outras épocas e, vez por outra, deixa escapar um "Império Romano" em seus discursos.

A democracia deveria ser uma ferramenta do povo, para mudanças, mas mas num jogo viciado, como a política, a escolha fica entre escolher a panela ou o fogo, e, acredite, nenhuma das duas opções parece muito agradável.

Nossa política deixou de atender os anseios do povo, para lutar por si mesma, atendendo os seus interesses.

Seu processo é maldito, onde abandona-se as pessoas a própria sorte, e quando algo sai errado, como nessas greves de policiais, tenta-se vencê-los pela demora na resolução do problema.

Isso significa que toda vez que algo fugir ao controle, as pessoas tem de se mobilizar. O problema é que as pessoas que trabalham catorze horas ao dia, não tem tempo para pensar, muito menos para se manifestar e é por isso que uma greve geral seria muito mais útil.

Cada classe faria suas reivindicações e teria o apoio de todas as outras classe, sem serem vítimas de manipulação política.

Isso acontece em todos os setores onde, quando tudo sai de controle, o governo mobiliza-se para tentar resolver, ou fingir que está resolvendo.

De que adianta fazer uma campanha para um doença específica, enquanto milhões de pessoas padecem de milhares de outras doenças?

Muitas pessoas tem confundido minha postura como de esquerda e, pelo menos uma vez, confundiram minha postura como de direita. O fato é que precisamos nos unir, esquerda e direita, e mostrar que o povo unido sempre será mais forte que a elite do topo da pirâmide.

É preciso uma greve geral, não só para fazer o PT provar de seu próprio remédio, mas para forçar os políticos a pensarem no país, pela primeira vez na vida.

By Jânio

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